Crianças não arrumam o que usaram – o que fazer e como não enlouquecer?
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A bagunça no quarto infantil é um tema eterno nos fóruns de pais. Se a criança não arruma o que usou, reina o caos em casa. Como mudar isso? Existe um jeito certo. É preciso entender a psicologia infantil e negociar.

Arrumação para a vida toda
Não é raro os pais pouparem seus filhos e não os envolverem na arrumação até certa idade. Tipo: ainda é cedo, terá tempo de se cansar. Mas os hábitos e o comportamento em casa são formados desde a infância. O correto é ensinar a criança a manter a ordem e a limpeza gradualmente. Se um belo dia você der a um adolescente uma lista de tarefas domésticas, será um choque para ele. Ele não está acostumado a fazer isso. 'Por quê? Por que eu? Por que hoje?' É bem lógico que ele se encha de perguntas, indignação e desejo de voltar tudo como era antes.
Quanto mais cedo, melhor
Por algum motivo, muitos pais se orgulham de que a criança desde pequena sabe usar um tablet. Mas se ela conseguiu entender um aparelho tão complexo, por que não aprenderia a usar um pano para tirar o pó e guardar os brinquedos na cesta?
- Aos 3–4 anos a criança pode guardar os brinquedos que espalhou.
- Aos 5–6 anos as crianças guardam os brinquedos, tiram o pó e regam as plantas.
- Aos 7–8 anos a criança é capaz de manter a ordem no armário, na escrivaninha, lavar o próprio prato e ajudar a pôr a mesa.
- Aos 9–10 anos a criança consegue aspirar o próprio quarto, preparar sanduíches para todos os membros da família e lavar roupas na máquina de lavar.
- A partir dos 11–12 anos as crianças dividem as tarefas domésticas com os pais em partes iguais.
Qual é o sentido disso?
Muitas vezes as crianças não entendem por que precisam arrumar. A maioria acha que é um capricho dos pais. Isso é especialmente evidente nos adolescentes. Eles se sentem muito bem na bagunça e no caos e, ao pedido de arrumar, respondem: 'Estou bem assim. Se você precisa, arrume você.'
Sua tarefa é explicar qual é o sentido da arrumação:
- A limpeza é necessária para a saúde. Concorde, ninguém gosta de ficar doente. E sujeira e poeira são os melhores amigos dos micróbios. Com grande concentração deles, surgem frequentemente infecções respiratórias agudas, alergias e doenças de pele.
- A ordem ajuda a pensar melhor. Quanto menos lixo e bagunça houver em casa, mais fácil será se concentrar nos estudos, planos e objetivos. Uma casa limpa contribui para o alcance de sucessos.
- É agradável. Sentar-se em um sofá limpo, em uma mesa arrumada, deitar-se em uma cama fresca, andar por um chão recém-lavado – isso é agradável para qualquer pessoa. Um quarto limpo proporciona paz e tranquilidade. Em um quarto sujo, ao contrário, tudo irrita.
- Manter a ordem é um sinal de autonomia. Uma pessoa adulta deve saber cuidar de si mesma. É uma certa responsabilidade que deve ser levada com dignidade ao longo da vida.
Motivação
Arrumar porque 'é preciso' é sempre entediante. Até um adulto, de vez em quando, precisa se motivar para realizar um trabalho. O mesmo acontece com as crianças. A diferença é que é mais difícil para elas se incentivarem a agir. Ajude-as.
Brincadeira divertida
A vida inteira é um jogo. As crianças pensam assim até uma certa idade. Para elas, existem jogos divertidos e outros nem tanto. Como você acha que elas classificam a arrumação? Isso mesmo, como algo chato. Mas se você usar uma abordagem criativa, a opinião infantil mudará:
- Classificação por cores. Peça à criança para guardar primeiro os brinquedos vermelhos, depois os amarelos e os azuis. Ou escolher, da pilha, um de cada vez: carrinhos, bonecas, animais.
- Policial. Brinque de policial que precisa pegar criminosos foragidos – um urso, um helicóptero, uma bola. Quanto mais infratores ele capturar e colocar em seus lugares, mais ele será promovido (entregue um distintivo com estrelas).
- Competições. Se você tem 2 ou mais filhos, organize uma arrumação em forma de corrida. Divida o trabalho ao meio. Quem terminar mais rápido ganha um prêmio. Por exemplo, o bolinho favorito.
Recompensas
O elogio é agradável até para um gatinho. Deve-se valorizar o esforço da criança, mesmo que ela tenha feito algo não totalmente correto. É importante que ela sinta que alcançou, pelo menos, um pequeno sucesso. Os sucessos inspiram e fazem com que ela se esforce ainda mais. Valorize a contribuição da criança, incentive-a com elogios e surpresas agradáveis.
Mas se você recompensar o trabalho com um presente, evite a frase 'arrume, e então você ganhará...' Você quer alegrar a criança porque ficou satisfeito com o trabalho realizado. As recompensas não devem ser percebidas como pagamento. Não as use com muita frequência. É melhor elogiar verbalmente.
Questões técnicas
Antes de pedir à criança que arrume o que sujou, primeiro é preciso ter certeza de que ela sabe como fazer. Onde guardar as coisas? Em que direção varrer o chão? Como ligar e como funciona o equipamento? Todas as regras e detalhes só parecem elementares. Em determinado estágio, a criança pode ter dificuldades, e então não é de surpreender que ela se recuse a arrumar. Por exemplo, ela simplesmente não conseguirá guardar os brinquedos em uma gaveta que está superlotada.
- Primeiro, o exemplo pessoal. As crianças repetem tudo o que os adultos fazem. Você é o primeiro exemplo e uma instrução viva para elas. Mostre como e o que precisa ser feito. Limpe a casa junto até que a criança comece a fazer as tarefas domésticas automaticamente.
- Sistema de armazenamento. Cada coisa deve ter seu lugar. Organize o armazenamento, jogue fora o que não é necessário, coloque gavetas extras ou uma cômoda. Você pode etiquetar as gavetas para que a criança não se confunda.
Pedir não é obrigar
E onde você coloca a vírgula? Não responda. Frequentemente, todos os pais começam com pedidos e terminam com coerção e até ameaças. E se na primeira infância ainda é possível obrigar a criança, o adolescente encontrará a pressão com resistência. Ele se considera uma pessoa que é livre para dispor de suas coisas e tempo de forma independente. Com conselhos e instruções, você não alcançará o desejado, apenas provocará um conflito.
Imagine que estão obrigando você a limpar. De forma grosseira, no contexto de 'você é obrigado'. Mesmo que a criança não se importe em arrumar, ela não obedecerá por despeito. Aqui é necessária uma abordagem sábia:
- Rotina na casa. Quanto mais cedo você a introduzir, melhor. Combinem em quais dias a limpeza é realizada. Distribuam as responsabilidades. Sigam a rotina rigorosamente.
- Lembretes. Eles são diferentes. 'Quando você finalmente vai limpar?' – dificilmente um lembrete assim incentivará a ação. É melhor dizer: 'Os cadernos na mesa estão atrapalhando seu trabalho'. Ou: 'O chão está tão sujo que suas meias ficam pretas imediatamente'.
Constate os fatos calmamente. Em crianças até os 18-19 anos, as áreas do cérebro responsáveis pela organização, atenção e sequência de ações estão em desenvolvimento. Elas precisam de ajuda e controle suave. Dê dicas, oriente e repreenda menos.
Assim, já a partir dos 3-4 anos a criança é capaz de guardar seus brinquedos. Gradualmente, mais tarefas entram em suas responsabilidades. Mas o controle permanece com os pais até a maioridade. A sua tarefa é lembrar, incentivar, explicar para que serve limpar e como fazê-lo corretamente. Não espere que tudo mude em um dia. A limpeza deve se tornar um hábito. Arrumem a casa várias vezes por semana e envolvam a criança nas tarefas domésticas. Não desista, busque compromissos, negocie. Como se diz, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.






Encontrei uma ideia interessante sobre como não só ensinar a criança a manter o quarto arrumado, mas também facilitar a limpeza de todo o apartamento, envolvendo totalmente o pequeno. Basta criar uma espécie de caça ao tesouro para ele pelo apartamento)))