8 tipos de viscol e as propriedades de cada um

Ao ver 'Viscosa' na composição da etiqueta de uma peça, muitos ficam confusos. O viscol é um material ambíguo: uns o consideram sintético, outros o classificam como tecido natural. Mas a verdade está no meio-termo. Seu processo de transformação é químico, e a base é a celulose da madeira. As propriedades do material também são bastante variáveis. Pode ser muito frágil, resistente, elástico ou não, lembrando algodão, seda, linho, até mesmo lã. Tudo depende dos aditivos, das modificações e, consequentemente, do tipo de viscol.

Pashmina de viscol

O viscol é um tecido sintético ou natural?

Conforme o tipo de matéria-prima, os tecidos são classificados como:

  • naturais vegetais – algodão, cânhamo, linho;
  • naturais animais – seda, lã;
  • naturais minerais – fibra de vidro, amianto;
  • químicos artificiais – viscol, lurex, acetato;
  • químicos sintéticos – poliésteres, poliamida, polipropileno.

Como vemos, o viscol pertence à categoria dos tecidos artificiais, mas não é o mesmo que sintético. Os materiais artificiais são produzidos a partir de substâncias orgânicas e inorgânicas naturais, principalmente celulose, raramente vidro e metal. Os sintéticos são produtos do refino de petróleo e da subsequente síntese das substâncias obtidas.

Fabricação do tecido de viscol

Como se obtém o viscol?

A perspectiva de criar uma fibra artificial a partir da madeira ocupou a mente dos cientistas por muito tempo, há mais de 2 séculos. Com a descoberta da celulose em 1838 por Anselme Payen, tornou-se mais realista do que nunca. A substância fibrosa, resultante do tratamento da madeira com ácido nítrico, apresentava características análogas às da fibra de algodão. Restava encontrar uma maneira de dissolvê-la e esticá-la em fios.

O próximo impulso na invenção do viscol veio dos trabalhos de John Mercer (1844), que descreveu o processo de regeneração da celulose a partir de uma solução concentrada de cobre e amônia, com adição de ácido. No entanto, o método encontrou aplicação industrial apenas em 1857, graças a E. Schweizer. Posteriormente, foi desenvolvido por M. Kramer e I. Schlossberger. Finalmente, em 1892, os cientistas ingleses Bevin, Cross e Beadle encontraram uma maneira de obter a fibra de viscol. O processo ocorreu em várias etapas:

  1. trituração da madeira;
  2. cozimento em solução alcalina;
  3. extrusão da massa através de orifícios minúsculos em um recipiente com ácido;
  4. acabamento;
  5. secagem.

Hoje, o viscol é obtido da mesma forma que há 100 anos. As diferenças podem ser encontradas apenas na produção modernizada e em novos equipamentos técnicos.

Tecidos de viscol

Propriedades do viscol: ele estica ou não?

Viscose vem da palavra viscosus, que significa viscoso. Este nome é usado não só para o tecido, mas também para a solução a partir da qual é obtido (lembra um gel de cor de mel, que estica bem). É notável que a mesma solução seja usada para fazer celofane, só que em vez de furos pontuais para puxar os fios, são usadas fendas para obter uma folha inteira. Muitos associam erroneamente o celofane a sacos plásticos, mas é mais comum encontrá-lo como embalagem de embutidos. O celofane, assim como o tecido viscose, é permeável ao vapor e à umidade.

Quais são as propriedades da viscose (roupas feitas desse material)?

  • Alta higroscopicidade (absorve umidade melhor que o algodão).
  • Macia e higiênica.
  • Aparência estética e variada.
  • Boa receptividade a tintas, cores vivas e resistentes.
  • Antiestática (não eletriza).
  • Permeabilidade ao ar.
  • Alta propensão a amassar.
  • Baixa resistência, especialmente quando molhada.
  • Resistência média ao desgaste.
  • Tendência à deformação na lavagem (estica, encolhe até 10%, forma bolinhas).
  • Não elástica (viscose 100% não estica).

A viscose não é encontrada apenas em roupas. Com o material é produzido um fio de alta resistência – o fio de cordão, que é então usado para a fabricação de artigos técnicos. Também são feitos panos e esponjas domésticos, fibra de viscose para tapetes, roupas quentes e pele artificial.

Frequentemente, à viscose são adicionados elastano, spandex ou poliéster. Assim, a peça estica bem e se ajusta ao corpo.

Diferentes tipos de viscose

Variedades

Antes de tirar conclusões sobre a viscose, vale mencionar um ponto muito importante. O material tem muitas faces. Até mesmo tecidos com a etiqueta '100% viscose' podem ser diferentes.

Assim, existem 8 tipos principais de tecido de viscose:

  1. Modal. Este tecido é composto inteiramente de celulose de madeira e possui propriedades do algodão: higroscópico, resistente, durável.
  2. Tencel. Foi fabricado pela primeira vez nos EUA. Utiliza celulose de eucalipto como base. O material resultante é sedoso e muito macio. Absorve bem a umidade, é respirável, resistente, mas propenso a deformação.
  3. Cupro. A aparência praticamente não difere da seda natural. O tecido Cupro é resistente, tem capacidade de termorregulação, permite a passagem de ar, mas requer cuidados delicados.
  4. Acetato (seda acetato). Para a produção são utilizados resíduos de celulose. O tecido é brilhante, fino, elástico, mantém bem a forma, não amassa, é resistente a bactérias e fungos. Mas, ao mesmo tempo, não permite a passagem de ar e umidade, eletriza-se, deteriora-se com álcalis e dissolve-se em acetona.
  5. Siblon. Fibra de viscose de alto módulo melhorada. Essa viscose é menos suscetível a encolhimento, não perde resistência quando molhada e é mais elástica.
  6. Staple. Representa uma mistura de algodão e viscose. Essa combinação aumenta a ecologia do tecido. Desvantagens: amassa e encolhe na lavagem.
  7. Raiom (rayon). Outro tipo de 'seda artificial'. O tecido seca rápido, é resistente à deformação e ao desgaste.
  8. Liocel (lyocell). Ao contrário da viscose comum, este material é obtido da celulose de forma ecológica. É resistente, não forma bolinhas, não muda de forma após a lavagem, estica, é higroscópico.

É possível identificar a viscose por suas diversas e vivas cores, às vezes pelo belo brilho do tecido. Geralmente, ela amassa, e o corpo 'respira' nela. Se você cortar e queimar um pedaço desse tecido, ele exalará um cheiro característico de papel e deixará cinzas.

Para concluir, observamos: é incorreto dizer que a viscose é sintética. No entanto, também não é um tecido natural. Ela representa um material orgânico obtido artificialmente. Na verdade, a viscose está no limite. Não se pode dizer exatamente como ela se comportará na roupa; para ter uma visão completa, é preciso observar toda a composição do tecido. À viscose quase sempre são adicionadas várias impurezas, e com isso suas propriedades mudam bastante.

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