Como passar cortinas: dicas úteis e erros comuns
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O cuidado com os têxteis domésticos frequentemente gera muitos debates e dúvidas, especialmente quando se trata de passar cortinas, pois muitos acreditam que elas não precisam desse tratamento. Isso não é verdade, e neste artigo vamos explicar como passar cortinas de veludo, linho, algodão, sintéticos, tecidos delicados e outros. Isso pode ser feito tanto com ferro, na tábua de passar, quanto sem retirar as cortinas do varão, usando a função vapor ou um gerador de vapor.
É necessário passar após a lavagem?
Na maioria dos casos, a resposta para essa pergunta é sim. Afinal, muitos tipos de tecido usados para fazer cortinas, mesmo após a lavagem mais cuidadosa, não ficam perfeitos – permanecem com dobras e vincos. E apenas alguns materiais se desamassam rapidamente com o próprio peso depois de serem pendurados no varão.

Os seguintes tipos de tecido, que não conseguem recuperar a forma original e «desamassar» sozinhos, precisam ser passados após a lavagem:
- chiffon;
- organza;
- algodão;
- linho;
- viscose;
- poliéster;
- seda;
- tafetá;
- voal;
- veludo;
- tecidos com lycra.
Não é necessário passar cortinas feitas de nylon, chenille, tafetá grosso e outros tecidos pesados. Se após a lavagem você retirá-los imediatamente da máquina e pendurá-los para secar, alisando bem, eles não amassarão. E pequenas dobras se desfarão depois de algum tempo após a peça ser colocada no varão. Mas se precisar arrumar o material imediatamente, basta uma leve vaporização.
Frequentemente, as cortinas são feitas de materiais que não podem ser passados ou vaporizados. No primeiro caso, na etiqueta do produto haverá um ferro riscado; no segundo, a imagem é quase a mesma, mas com a adição de «vapor» e 3 linhas retas na base do aparelho.
Como passar
Para colocar as cortinas em ordem após a lavagem, você pode usar um ferro com vapor ou sem, um vaporizador doméstico ou um gerador de vapor. Cada método tem suas nuances, vantagens e desvantagens.
Com ferro
A vantagem desta opção é que, ao usar o ferro de passar, você pode regular o aquecimento, pois os dispositivos modernos permitem definir a temperatura necessária com precisão de +/-10 graus. Graças a esta função, você pode escolher o modo mais adequado sem medo de queimar o tecido. As desvantagens deste método incluem o fato de que as cortinas só podem ser passadas na horizontal – em uma tábua de passar ou mesa. Muitas vezes, isso causa muitos inconvenientes, especialmente quando se trata de tecidos grossos e pesados.
Ao escolher esta opção, é importante seguir as seguintes regras:
- Comece a passar enquanto o material ainda estiver ligeiramente úmido e não tiver secado completamente.
- Comece pela parte superior da peça, avançando gradualmente para baixo.
- Passe as costuras do lado avesso e apenas através de gaze.
- Cortinas com padrão em relevo ou acabamento com fios metálicos devem ser passadas exclusivamente do lado avesso.
- Se as cortinas forem longas e pesadas, não permita que a parte já passada toque o chão.
O último ponto pode gerar dúvidas, mas na verdade é simples – você pode colocar um banquinho na frente da tábua de passar e colocar a parte passada sobre ele.
Com gerador de vapor
Tratar as cortinas com um gerador de vapor é muito mais fácil do que passá-las com ferro – para isso, não é necessário retirá-las do varão. Além disso, este aparelho é altamente eficiente e pode alisar até mesmo tecidos muito amassados em poucos minutos. Mas a desvantagem do gerador de vapor é que, ao contrário de um vaporizador doméstico, este aparelho é bastante caro e também bastante volumoso devido ao grande reservatório de água.
O princípio de passar com gerador de vapor é aproximadamente o mesmo que com vaporizador:
- O aparelho deve ser movido tanto na vertical quanto na horizontal, alternando entre as direções. Isso permitirá que o vapor penetre melhor nas fibras, fazendo com que o tecido se alise mais rápido e com melhor qualidade.
- Você deve manter o aparelho a uma distância de pelo menos 10-15 cm; isso ajudará a proteger o tecido de danos caso o modo de temperatura escolhido seja muito alto.
- Para vaporizar vincos e dobras fortes, você deve usar uma base, colocando-a do lado avesso do material, para que ele tenha um 'suporte' e se endireite mais rápido. Uma placa de plástico resistente ao calor é adequada.
Dica: Ao processar cortinas de veludo, você deve usar um acessório de escova especial. Isso permitirá não apenas vaporizar o tecido com mais qualidade, mas também 'pentear' o pelo, além de remover fiapos e sujeiras presos ao tecido poroso.
Passar a vapor
Você pode vaporizar as cortinas tanto com um aparelho especial (vaporizador) quanto com um ferro de passar comum, ativando a função de emissão de vapor. Ambos os dispositivos são mais móveis em comparação com um gerador de vapor e também são adequados para vaporização vertical. No entanto, sua eficiência é um pouco menor, e será bastante difícil lidar com vincos profundos usando um ferro ou vaporizador.
Para alisar bem as cortinas e não danificá-las, durante o trabalho é preciso seguir as seguintes regras:
- Pendurar o tecido no varão ainda úmido.
- Começar a passar a vapor não antes de 2 horas após pendurar as cortinas – elas terão tempo de secar e se esticar um pouco sob o próprio peso.
- Manter o ferro a uma distância de 25-30 cm do tecido, e o vaporizador, a não menos de 10-15 cm. Isso se deve ao fato de que o vaporizador, em geral, aquece apenas até 100 graus, enquanto no ferro é possível ajustar uma temperatura mais alta.
Observação: O vapor vertical é adequado para tecidos como veludo, organza, linho, algodão, seda natural e artificial, e náilon. No entanto, não é recomendado alisar chiffon, poliéster e tecidos plissados dessa forma.
Regras para passar dependendo do tecido
Ao passar têxteis, é importante escolher o modo correto, considerando as características do tecido. Além disso, nem todo material pode ser vaporizado ou umedecido durante o processamento. Vejamos como passar cortinas dependendo do tecido de que são feitas:
- Algodão. Esses materiais suportam altas temperaturas, de até 180-200 graus (exceto o batista fino, para o qual o modo 'Seda' é mais adequado). As cortinas são passadas através de um pano úmido, movendo o ferro verticalmente.
- Linho. Este material é passado após ser bem umedecido com um borrifador. Antes de passar, o tecido é sacudido para remover dobras extras. Assim como o algodão, o linho é resistente a altas temperaturas (aquecimento de até 180-200 graus é permitido).
- Organza e náilon. Esses tecidos leves e delicados não devem ser passados com ferro – podem aparecer 'queimaduras' na forma de manchas amareladas ou acastanhadas, e as cortinas ficarão irremediavelmente danificadas. É melhor usar um vaporizador conforme as instruções descritas acima. E se não for possível e for necessário usar o ferro, passe apenas através de um tecido grosso, com aquecimento baixo, de cerca de 60-70 graus.
- Sintéticos. Na maioria dos casos, para a confecção de cortinas, são usados materiais de poliéster. Eles 'não gostam' de temperaturas acima de 120-150 graus (alguns tipos, especialmente delicados, permitem aquecimento de no máximo 70 graus) e também não precisam ser vaporizados. O principal é passar essas cortinas apenas pelo avesso, caso contrário, podem ficar marcas brilhantes na superfície frontal.
- Seda e tafetá. Esses materiais também são passados apenas pelo avesso, sem umedecer, pois podem aparecer manchas. A temperatura recomendada é de 70-80 graus.
- Veludo e veludo cotelê. Para esses tecidos, apenas o ferro é adequado; não se pode vaporizá-los. Essas cortinas são passadas através de um tecido grosso e macio, movendo-se na direção das fibras. Não se deve pressionar o ferro para não achatar as fibras. Temperatura: até 110 graus.
Observação: Se as cortinas tiverem bordados, independentemente do tipo de material, devem ser passadas apenas pelo avesso. E se as cortinas forem dupla-face, com forro, é preciso passar tanto o tecido principal quanto o do forro.
Como passar cortinas blackout
Blackout são cortinas densas que não deixam passar luz. Esse efeito é garantido pelo entrelaçamento denso de três tipos de fios, o que torna o tecido de três camadas. A camada do meio é sempre tingida em um tom escuro, e as camadas superior e inferior podem ser de qualquer cor.
Lava-se esse material a uma temperatura não superior a 40 graus, centrifugação – não mais de 400 rotações. No entanto, não é necessário ligá-la, o blackout seca rapidamente mesmo sem centrifugação. Não precisa de passar, mas se o tecido estiver um pouco amarrotado, pode passá-lo no modo 'Sintético' com aquecimento de 70 a 100 graus.
Como lavar para não precisar passar
A maioria dos materiais pode ser lavada de forma que, posteriormente, a passagem precise ser apenas leve, mínima, ou nem seja necessária. Para minimizar vincos e dobras, é preciso seguir as seguintes regras:
- Lavar as cortinas no modo delicado, separadamente de outras peças.
- Ajustar a temperatura para não mais de 30-40 graus.
- Realizar a centrifugação a não mais de 400 rotações ou desligar essa função.
- Pendurar as cortinas para secar imediatamente após o término do ciclo de lavagem, pois no tecido molhado e amontoado formam-se rapidamente vincos e dobras profundas.
- Ao colocar as cortinas na corda, esticar bem o tecido.
- Não secar o tecido completamente, ele deve permanecer ligeiramente úmido.
Observação. Se as cortinas são feitas de material amassado, a lavagem à máquina é contraindicada. Essas peças são lavadas apenas à mão e centrifugadas com cuidado, sem torcer.
Erros comuns ao passar
Parece que não deveriam surgir dificuldades especiais ao passar cortinas – passar um tecido reto não é tão difícil. No entanto, muitas donas de casa, especialmente as inexperientes, cometem erros. Os mais comuns são:
- Uso do modo de temperatura incorreto. Se o aquecimento for muito forte, há alto risco de queimar o tecido, e se for insuficiente, os vincos profundos não se alisarão.
- Passar as cortinas após secagem completa. Para que o tecido fique com aparência ideal, deve-se passá-lo enquanto ainda está ligeiramente úmido, ou umedecê-lo bem com um borrifador.
- Passar as costuras pelo lado direito. Essas áreas são passadas apenas pelo avesso, através de gaze ou outro tecido natural, sem pressionar. Caso contrário, as costuras 'marcarão' no lado direito e não parecerá muito atraente.
- Ignorar a necessidade de vapor. Claro, existem materiais para os quais esse procedimento é contraindicado. Mas tecidos naturais, como algodão ou linho, não podem ser passados de qualidade sem o uso de vapor.
- Violação das regras de passar recomendadas para esse tipo de material. Como cuidar corretamente da peça está indicado na etiqueta. Vale a pena estudar essas informações e só depois prosseguir para a lavagem e passar.
Além disso, não se deve passar tecidos que não precisam desse procedimento ou para os quais é totalmente contraindicado, isso só prejudicará a peça. E para que não se formem dobras e vincos no tecido após a lavagem, o procedimento deve ser realizado conforme as instruções descritas acima.



